A nossa história foi costurada pelos acontecimentos de uma Europa conturbada no início do século 19. É um itinerário permeado de força, coragem, persistência e amor,  que representa de maneira genuína a vida da nossa fundadora. 

Inês Margarida Verhelle nasceu na Bélgica no ano de 1786 e muito jovem sentiu o desejo de se tornar religiosa. Depois de anos enfrentando a grande oposição da família, Agathe Verhelle (nome que recebeu) finalmente entrou para o convento aos 29 anos de idade e sofreu um duro impacto sete anos depois quando a congregação em que havia ingressado foi dissolvida por ordem do governo da época. Sem perspectivas, todas as religiosas da instituição deixaram a Bélgica, menos a jovem Agathe Verhelle.

A religiosa aceitou a hospitalidade de um cristão  em Gand e, sem jamais desistir do propósito que a levou a enfrentar a família, persistiu no seu ideal. Em 25 de março de 1823, é autorizada a reabrir da casa em Dooresele que marca a fundação do Instituto das Religiosas da Instrução Cristã.

A carta, escrita de próprio punho por Madre Agathe, ao Papa Leão XII pedindo a reabertura da congregação é um documento vivo do carisma que move as Religiosas da Instrução Cristã até os dias de hoje. “Nossa única finalidade e o mais sincero desejo de nossos corações é sacrificar-nos e consagrar-nos inteiramente à juventude em toda parte onde possamos cooperar na propagação da glória do Senhor”, escreveu a religiosa. 

O espírito missionário de Madre Agathe foi outro legado deixado por ela para as suas sucessoras. Não demorou muito até que o carisma alcançasse a Europa, América do Sul e a África, multiplicando e se estendendo por todo o mundo.

Em 18 de junho de 1890, a Reverenda Madre Ignace recebeu uma carta do cônego Debbaudt, cura-deão de Bridport (cidade mercantil inglesa) na diocese de Plymouth (Inglaterra), pedindo com instância a fundação de uma casa de educação católica em Sherborne, uma das localidades de seu distrito. A seu pedido, ela respondeu sem hesitar, para ir em auxílio das famílias católicas dispersas nessa região de maioria protestante. Quatro madres e quatro irmãs conversas deixaram Doorsele rumo à Inglaterra para começar a nova fundação de nome “Convento de Santo Antônio” (originalmente, “S. Antony’s Convent”). 

Alguns anos depois, em 1896, o carisma agatheano toma rumo ao Brasil. Oito religiosas e uma leiga embarcaram rumo ao país a fim de espalhar o carisma em um novo continente. Na cidade do Recife, estabeleceram a primeira bandeira do Instituto das Religiosas da Instrução Cristã com a fundação do Colégio Damas, primeira instituição de ensino da congregação em terras tupiniquins.

No ano de 1959, o chamado para expandir o carisma foi mais uma vez atendido, ingressando agora o legado de Madre Agathe o continente africano. A comunidade Virgo Maria, situada na cidade de Bunia, República Democrática do Congo, foi a primeira fundada no continente. Desde então, foram abertas comunidades e instituições em outros países da África, como em Ruanda e Togo.